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S. Anselmo de Cantuária

Diz a hagiografia de Santo Anselmo da Cantuária (1033- 1109) que ele era dotado de grande discernimento dos espíritos, de tal maneira que parecia ler os corações das pessoas com notável finura d’alma e precisão, valendo-se do invulgar talento de observador dos comportamentos humanos. Ocorre que a vocação de Anselmo não era apenas para vigílias, jejuns, orações e silêncio. Nele, o místico e o asceta são inseparáveis do filósofo e do teólogo. Não por outro motivo, o dístico de sua vida intelectual (“fides quaerens intellectum”, “a fé que busca entender”) é o ponto de inflexão daquilo que veio a ser a Escolástica nos três séculos seguintes, tempo de extraordinário desenvolvimento nas artes, na ciência, na filosofia e na teologia.

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