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A verdadeira Branca de Neve

Leia a seguir um trecho do conto da Branca de Neve, de nossa maravilhosa edição d’O FABULOSO LIVRO VERMELHO. Graças a Deus, elaboramos uma obra magnífica, oferecendo a nossos leitores o melhor dos contos de fadas originais, conforme eram contados para as crianças lá no início da literatura infantil. (Aliás, estamos vendendo com uma promoção fabulosa: http://bit.ly/fabuloso-livro-vermelho)

Era uma vez uma rainha, que, num dia de inverno em que os flocos de neve caíam como plumas sobre a terra, costurava sentada junto a uma janela de caixilho de ébano negro. E enquanto costurava e fitava a alva paisagem, picou-se no dedo com a agulha e três gotas de sangue caíram sobre a neve do lado de fora. E como o vermelho contrastava tão bem com o branco, ela pensou consigo mesma:

— Oh, daria tudo para ter uma criança branca como a neve, vermelha como o sangue e negra como o ébano!

E seu desejo lhe foi concedido, porque, não muito tempo depois, deu à luz uma filhinha de pele branca como a neve, lábios e bochechas vermelhos como o sangue e cabelos negros como o ébano. Chamaram-na Branca de Neve, e pouco tempo depois que ela nasceu, a rainha morreu.

Um ano depois, o rei casou-se de novo. Sua nova esposa era uma mulher bela, mas tão orgulhosa e arrogante que não suportava a existência de ninguém que rivalizasse com sua beleza. Possuía um espelho mágico e costumava perguntar-lhe, enquanto admirava seu próprio reflexo:

— Espelho, espelho meu, há no mundo mulher mais bela do que eu?

Ao que o espelho sempre respondia:

— Bela senhora, rainha preciosa, sois neste mundo a mais bela e formosa.

Com isso muito se alegrava, pois sabia que o espelho sempre dizia a verdade.

Branca de Neves, no entanto, crescia e tornava-se mais bonita a cada dia, e quando completou sete anos de idade, alcançou beleza sem par, maior que a da própria rainha. Por isso, um dia, quando a monarca fez ao espelho a pergunta habitual, este lhe respondeu:

— Senhora rainha, vossa beleza é, de fato, espantosa. Mas Branca de Neve é ainda muito mais formosa.

Ao ouvir tal coisa, a rainha cedeu à mais terrível das paixões, e fez-se verde de inveja. A partir desse momento, passou a odiar Branca de Neve como se veneno fosse. E a cada dia sua inveja, seu ódio e sua malícia cresciam mais, pois a inveja e o ciúme são como ervas daninhas que brotam no coração e vão crescendo até estrangulá-lo. Por fim, já não podia mais suportar a presença da menina, de modo que mandou chamar um caçador e lhe disse:

— Leva a criança para a floresta, que nunca mais quero voltar a vê-la. Deves matá-la e trazer-me o pulmão e o fígado dela para que eu tenha certeza de que está morta.

[…]

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