Institucional

Nós temos sonhos. Faça parte deles.

Não se muda a cabeça de um monte de pessoas ao mesmo tempo. E a verdade é que nem devemos buscar isso. O melhor a se fazer pelas pessoas, especialmente num ambiente cultural totalmente insalubre, não é agir para que elas simplesmente mudem de idéia, mas para que tenham verdadeiras idéias por si mesmas. Não se trata de mudar coercitivamente suas preferências, mas de cercá-las das melhores alternativas, até que aquilo se torne parte sua.

Empurrar à fórceps discursos belos e edificantes para dentro de suas cabeças seria pura e simples doutrinação. Nós não queremos robôs, mas pessoas livres, com quem possamos discutir, compartilhando o mesmo amor pela verdade. Como então? Ora, cercando-as de possibilidades de estudo, para que elas mesmas tomem suas decisões. É urgente que a vida neste país tenha mais beleza. A beleza é terapêutica e salvífica. E se transmite também através de obras de grande valor.

O bom e velho adágio de Aristóteles, de que não há nada que não chegue ao intelecto que não tenha passado antes pelos sentidos, é mais do que um princípio gnosiológico: é um conselho prático. Não há nada que uma pessoa não imagine que ela não tenha testemunhado antes através dos sentidos, e os sentidos por sua própria definição não testemunham imagens (no sentido aristotélico), mas coisas. E coisas são fatos, tem uma existência concreta, histórica, no tempo e no espaço. Como os livros.

É por isso que decidimos a ação no campo editorial. É por isso que existe a Editora Concreta.